A descoberta do Novo Mundo mudou todas as concepções de mundo. Era uma porção de terra sem fim, muito maior que as terras da Europa, cuja extensão e segredos ainda continuam sendo um mistério para todos, mas que atualmente é o lar para milhares de pessoas.

 

A Colonização

As cartas enviadas pelos primeiros exploradores do Novo Mundo descreveram um local fantástico de natureza virgem e de belezas naturais que não cabiam em palavras. Foram três décadas de expedições para o reconhecimento e mapeamento dessas novas terras. Enfim, com as informações necessárias, foi iniciado o processo de colonização.

O capitão-mor Martim Afonso de Sousa foi o primeiro encarregado de trazer colonos para esta terra. Em sua viagem, encontrou um náufrago, que vivia no local há mais de vinte anos e se chamava João Ramalho. Este fizera contato com os nativos selvagens e se casara com a filha de um líder indígena. Juntos, Martim Afonso e João Ramalho, fundaram o primeiro povoamento do Novo Mundo: a cidade de São Vicente.

As outras terras do continente recém descoberto foram divididas em grandes lotes, cada um entregue ao seu respectivo donatário. Esses lotes ficaram conhecidos capitanias, sendo passadas de pai para filho. Infelizmente, a maioria dessas capitanias não vingou em razão das limitações de transportes, das dificuldades de plantio, da falta de recursos e da hostilidade dos nativos locais. Com exceção de São Vicente e Pernambuco, todas as outras treze capitanias fracassaram. Ficaram abandonadas. Enfim, sem ninguém para protegê-las, não demorou para serem invadidas por outros reinos europeus. O primeiro desses reinos foi o Reino da França.

 

A Primeira Invasão

Os franceses fundaram pequenas cidades-colônias em territórios abandonados, tanto no Norte quanto no Sul. Desejavam demarcar como sendo deles os territórios descobertos pelo Reino Ibérico, mas que nunca foram povoados. No entanto, a Coroa Ibérica não poderia deixar tamanha insolência perpetuar. Não poderia correr o risco de perder as terras que lhes eram suas por direito. Assim, forças libertadoras foram enviadas à essas colônias.

Os recursos necessários para combater o invasor foram entregues aos heroicos líderes Estácio de Sá nas capitanias ao Sul e Mascarenhas Homem nas capitanias ao Norte. Os exércitos desses dois líderes partiram para combater esse inimigo. Foram respectivamente para as capitanias abandonadas do Rio de Janeiro e do Rio Grande. Enfim, a vitória foi conseguida em ambas as frentes e os territórios foram reconquistados.

A batalha final contra os invasores franceses ocorreu bem mais ao norte, em outra capitania abandonada: o Maranhão. Os franceses derrotados e seus índios aliados se refugiaram nesta capitania, onde fundaram a cidade de Saint Louis. Eles ainda receberam reforços vindos do além-mar, tendo o Monsieur de La Ravadiere como o seu líder. Os exércitos da Coroa Ibérica avançaram com a determinação e liderança de um mameluco chamado Jerônimo de Albuquerque na aventura conhecida como a Jornada do Maranhão. Ao fim, a ameaça francesa foi totalmente eliminada.

 

A Segunda Invasão

Os franceses não foram os únicos a invadir as terras do além-mar. Ainda haviam muitos olhares gananciosos sobre o Novo Mundo. Recentemente, outra nação europeia lançou uma Armada Invasora. Desta vez, diferente dos franceses que construíram cidades-colônias para clamar territórios abandonados, os holandeses decidiram atacar o coração do sistema político do novo continente. Decidiram tomar para si as grandes cidades fundadas pela Coroa Ibérica ibéricas.

Após realizar pequenos ataques nas capitanias de Rio de Janeiro e São Vicente, os holandeses conquistaram cidade de Salvador. Era a cabeça de todo esse continente recém-descoberto. Eles se tornaram donos da cidade capital por um curto período. No fim, a Coroa, com um glorioso exército, chamado de a Jornada dos Vassalos, conseguiu reconquistar a capital. A vitória foi gloriosa. No entanto, a comemoração durou pouco, pois o ataque seguinte seria ainda mais devastador.

Com recursos pertencentes da própria Coroa Ibérica, saqueados pelo pirata Piet Heyn na remessa anual de metais preciosos do Novo Mundo, os holandeses organizaram uma nova expedição. Era uma gigantesca força de 64 navios e sete mil homens de terra e mar, que atacou e conquistou a capitania de Pernambuco. Os holandeses se tornaram donos do campo e, desde então, têm expandido suas fronteiras sob o comando do seu recém-chegado líder.

 

A Terra Dividida

A partir a conquista de Pernambuco, o inimigo holandês avançou rapidamente sobre as capitanias do Norte. Os avanços só não foram maiores graças aos esforços do capitão-mor de Pernambuco: Matias de Albuquerque, o Protetor das Capitanias do Norte. Este bravo homem uniu soldados de várias regiões e raças numa resistência contra as forças invasoras. No entanto, nem ele foi capaz de impedir a vitória dos exércitos holandeses.

Os holandeses progressivamente conquistaram as capitanias de Itamaracá, Rio Grande e Paraíba, até finalmente derrotar Matias de Albuquerque, conquistando assim a rica capitania de Pernambuco por completo. Em seguida, com a chegada do governador definitivo das forças holandesas, o Conde de Nassau, eles continuaram num avanço desenfreado. Conquistaram também o Ceará e agora cercam o Maranhão numa vitória certa. Por fim, chegaram a bater nas portas de Salvador, a capital ibérica no Novo Mundo, desta forma, dividindo as terras do Brasil em duas nações: o Norte Holandês e o Sul Ibérico.

 

A Trégua

O gigantesco rio São Francisco se tornou a maior fronteira entre as forças da holandesas e ibéricas. Muitos conflitos ocorreram de cada lado de suas margens. Desde o cerco holandês à cidade de Salvador até o contra-ataque ibérico liderado por André Vidal, que avançou junto com a armada do Conde da Torre.

Atualmente, este conflito se encerrou da maneira mais inesperada possível. O Reino de Portugal decidiu se tornar independente da União Ibérica, que vigorou por oitenta anos. Os portugueses não aceitaram mais estar sobre o controle do rei da Espanha. Proclamaram Dom João IV como seu próprio monarca, que adquiriu o controle das terras portuguesas e brasileiras.

Toda a população do Brasil foi pega de surpresa quando o recém-proclamado Rei João IV de Portugal fez uma aliança com a República Holandesa. Ele precisava de todas as forças possíveis para combater a Espanha e manter sua independência. A Holanda se tornou assim um aliado natural. Desde então, todas as hostilidades contra os holandeses no Novo Mundo ficaram totalmente proibidas.